Importância do PGR / GRO

O modelo de gestão de Segurança e Saúde estruturada deve levar em consideração, na sua administração, as variáveis relevantes e que possa impactar significativamente no cumprimento dos seus objetivos e metas. Nesse aspecto, observa-se ainda, na atualidade, que a dimensão segurança carece de uma evolução no nível de maturidade da gestão e dos modelos empregados para gerenciamento de risco.  O estabelecimento de modelo de gestão de segurança, que seja visto como parte integrante do processo produtivo torna-se fundamental para auxiliar a empresa no alcance dos índices de produtividade, favorecendo na obtenção da lucratividade sustentável.

O estabelecimento do modelo de gerenciamento de SST que provenha à identificação, avaliação, determinação e priorização das medidas de controle, monitoramento dos riscos inerente da interação das pessoas com os processos, sistema, instalações, torna-se fundamental para melhoria contínua dos processos, que consequentemente, favorecerá na evolução da organização.

A falha na Gestão de Segurança nas organizações ocorre por diversos motivos, dentre eles destaca-se a falta de um modelo de gerenciamento estruturado de identificação de perigo, que, de acordo com Cardella (2010), refere-se a uma fonte ou situação que apresenta uma capacidade potencial de causar danos à saúde e a integridade física do homem, danos à propriedade, ao meio ambiente ou combinação desses efeitos. Outro motivo para ocorrência de falhas na Gestão de SST é a deficiência na avaliação do risco. Existe então a necessidade de gerenciar os riscos a partir de um modelo estruturado:

                                               

Essa é a linha de pensamento dada pelo novo PGR / GRO – Programa de Gerenciamento de Riscos / Gerenciamento de Riscos com o advento da nova NR 01. O pensamento da gestão de riscos evolui para uma consistente análise dos elementos que geram riscos nos ambientes de trabalho dando mais fundamentos para a tomada de ações mais assertivas e com menor custo para as organizações.

Sendo assim, pode-se considerar que enquanto o modelo tradicional de programas de segurança considera apenas práticas voltadas para treinamentos, sinalização e uma abordagem conservadora quanto à contribuição individual na prevenção de acidentes, o modelo moderno adotado pelo PGR / GRO considera a abordagem factual, comportamental e positiva das pessoas nas questões de SST.

A este conjunto de práticas podemos chamar de CULTURA DE SST. Esta cultura depende da implementação de elementos organizacionais e demanda a implementação de ações com objetivos e metas. Para melhor avaliar o desempenho da aplicação dos programas de segurança, devem ser utilizados indicadores REATIVOS e PROATIVOS. Os indicadores reativos visam avaliar a eficácia com foco no resultado: taxas de frequência, nº de doenças ocupacionais, entre outros. Os indicadores proativos avaliam a eficiência com foco nos insumos e recursos disponíveis: horas de treinamento em SST, nº de exames periódicos, quantidade de campanhas, nº de registros de quase acidentes, entre outros.

Esta visão moderna provoca também a necessidade de as Organizações adotarem modelos de Sistemas de Gestão eficazes e eficientes para modificar a cultura organizacional de forma gradativa. Desta forma, é importante que os profissionais de Segurança e Saúde comecem a ampliar a visão crítica no que diz respeito à linha de atuação muito mais preventiva do que protetiva e atendendo às reais necessidades de identificação e gerenciamento de riscos nos ambientes de trabalho.

Autor:

Cariosvaldo Alves Gomes
Engenheiro Responsável

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