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Redes sociais nas empresas: educar é a solução


"Ignorar a responsabilidade de educar e apenas negar o acesso aos dispositivos tecnológicos pode colocar em risco a imagem da empresa."


Como lidar com as redes sociais no ambiente de trabalho? Esta é uma questão que vem merecendo a atenção de gestores de Recursos Humanos das principais empresas do mundo. Não é novidade que a Internet, as redes sociais e os smartphones vêm provocando uma revolução comportamental, fazendo com que as pessoas estejam conectadas 24 horas por dia. Acessar e-mail, postar no Facebook e assistir ao vídeo "do momento" no Youtube são ações que cada vez mais fazem parte do nosso dia a dia.

 

Porém, esses mesmos avanços que democratizam a informação e trazem facilidades também são responsáveis pelo surgimento de políticas nas empresas sobre o uso dessas ferramentas durante o expediente de trabalho. Na verdade, há o medo de que o funcionário use a rede social para falar mal da empresa ou divulgar alguma informação delicada. Além disso, há quem acredite que os funcionários possam perder em produtividade por passarem o dia inteiro navegando na Internet.

 

Isso ainda leva, mesmo que o número esteja diminuindo, a casos de empresas que decidem proibir o acesso às redes sociais nos computadores corporativos. Esse posicionamento intransigente aponta algumas questões: ainda há organizações que não compreendem o momento em que nós vivemos, que não confiam no bom senso de seus funcionários e não procuram a educação como alternativa. O computador não é mais necessário para acessar a internet. Nos anos 90, a proibição poderia até ter algum sentido, mas, nos dias de hoje, os smartphones estão aí, tornando-se mais populares a cada dia, oferecendo a possibilidade das pessoas se conectarem à Internet no trabalho, na academia, no ônibus, seja aonde for.

 

Além disso, um posicionamento rígido contra o uso das redes sociais diminui as chances de manter funcionários, além de criar um obstáculo na contratação de novos. O que as empresas devem ter em mente é que a geração que está entrando no mercado de trabalho já nasceu inserida nesse mundo tecnológico onde celular, computador e Internet são ferramentas que eles conhecem desde a infância. Para eles, os dispositivos tecnológicos são uma necessidade imprescindível. São jovens que conseguem falar com amigos ao telefone, enviar mensagens, fazer uma planilha e ouvir uma música. Tudo ao mesmo tempo.

 

Pesquisas apontam que essa geração não coloca o salário como uma das prioridades na hora escolher o emprego. Para eles, o ambiente de trabalho e o perfil da empresa são itens bem mais relevantes na hora de decidir seu futuro profissional. E já há pessoas que não cogitam trabalhar em empresas que proíbem o uso de redes sociais. O que significa dizer que empresas mais tradicionais podem encontrar dificuldades na hora de atrair novos talentos.

 

Proibir não pode ser a solução. Hoje é o computador, mas amanhã surgirão outros dispositivos que irão atentar contra a concentração do funcionário. Por isso, a melhor alternativa é investir em educação. Através de suas áreas de Recursos Humanos, as empresas devem procurar desenvolver ações que conscientizem e dialoguem com os colaboradores, indicando que há momento para tudo, inclusive para navegar na Internet, e que certas situações ou profissões não permitem distrações, sejam elas quais forem. O educar deve ir além, ensinando que deve haver limites no uso da Internet e, principalmente, das redes sociais, alertando para o que é dito e publicado durante o expediente de trabalho.

 

Na verdade, estamos em um processo de amadurecimento, enfrentando um desafio onde se deve alinhar a cultura e as necessidades da empresa com uma geração sedenta pelo uso diário da tecnologia. Não existe uma regra universal que seja válida para todas as organizações, mas o simples proibir não cabe mais. Ignorar a responsabilidade de educar e apenas negar o acesso aos dispositivos tecnológicos pode colocar em risco a imagem da empresa, afastando-a de bons profissionais e prejudicando o futuro da organização.

 

(Por: Fábio Santos Ribeiro)




De 04/10/2012




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